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Poeta no Equador

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Desde a metade do mundo: Comunico: Eu sou um escritor independente. Independente do que digam sobre o ato de escrever.

Desde a metade do mundo: Estou comprometido com a tradução do meu trabalho poético(do português ao espanhol): Comprometido com a Integração dos sentidos, vivências e significados.

Desde a metade do mundo: Peço um apoio ao meu trabalho e ofereço dois livros eletrônicos a quem puder contribuir.

Sou um Escritor Brasileiro, Latino-Americano acima de tudo, realizando o caminho percorrido faz 30 anos, vivendo no Equador e escrevendo sobre estas vivências de antes e de agora.

Deposite sua contribuição de 20,00 ou mais, na conta informada, me mande um email 
para juliourrutiaga@gmail.com 
e enviarei os livros eletrônicos.

Os Livros(e-books) que serão enviados : 1 e 11, Arde

Um Grande Abraço

Julio Urrutiaga Almada


Conta
Banco: Caixa Econômica Federal Conta: 00417760-8 Agência: 0217 Operação: 013




Caderno de Ontem - Contos curtos

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O Livro Caderno de Ontem tem 90 narrativas curtas.Ainda que, existam os insistentes em rotular as prosas marcadas pelos signos comuns do autor(que escreveu muita poesia), como prosa poética,consta para mim, uma linguagem bem direta nesses relatos em cafés ou outros refúgios.Foram contos curtos escritos em 2006, inéditos até o momento. Leia um dos tantos contos com nome feminino como título: Valéria ...a cada dia uma mulher diferente, as pequenas flores circundavam as brancas maiores, pequenas e espiraladas, um estilizar de pétalas imitando o labirinto no vestido. Não há como evitar a ilusão de múltiplos caminhos - de todas as imagens, labirintos: espirais, angulares, retilíneos - detentores de no máximo duas ou três reais saídas, para os começos despercebidos. Sua maneira de ser todas as mulheres que ela era: superava expectativas e barreiras. O cabelo tinha cores metamórficas, brotadas de si mesmo. O tom do corpo era o da sua alma, alçando Vôo ou arremessada. Os lábios de mordiscar-se encend…

Alguns Livros de Julio Almada

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LIVRO DOS SILÊNCIOS “Contrariando minhas premissas, este livro, surgiu de um propósito, aparentemente racional e, como um desabafo do silêncio, fluiu vertiginosamente, de sobressalto, nas contadas horas, de um só dia.”02/12/2005

Publicado em Abril de 2006, Editora Corifeu, 39 poemas sobre o silêncio nas relações.






EM UM MAPA SEM CACHORROS
Leitura da Alma se faz na frente do espelho? Nossos cães farejam nosso dia seguinte ou nos perseguem noites em clara à esmo? Quer decifrar ou causar erupções no mundo que nunca fica pronto nem quando partimos para sempre?



41 poemas. Terceira edição Junho 2015





HORA TENAZ

2006 foi uma hora tenaz: que durou, perdurou e persistiu.
Hora é a maneira de andar, é respiração, é dizer: pois não há como calar.
Tenaz : que não abandona, que incomoda, que dói sem perguntar, que nos brinda com sucessivas tocaias.

Livro com 47 poemas. Publicado em 2012



POEMAS MAL_DITOS

Já viste convulsão poética?
Palavras mal_ditas enquanto a madrugada tentava persuadir o sol a bilhar longe daq…

Heracles

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Ninguém sabe Degustar um segredo.
Ele tem a cara De um Câncer.
Ele tem o cheiro De um medo.
Eu verto silêncios E aromas de baunilha Nesses dias entristecidos.
Eu perambulo Pelos endereços Inábeis Dos tempos felizes.
Eu sofro De amores voláteis Desandando A maionese dos magos.
Flor de um asfalto retrátil Devorador de pernas dóceis E sonhos contidos.
Esvoaço a vida Se esvoaçada Deixa-se.
Falo a verve Descontrolada Dos abismos.
Amo a febre Dos meus sentidos: Voz embargada.
Desavisado sorrio Os dias me dilaceram Na sorte que anunciam.
Dobro a esquina Cruzo o rio Sangro desaparecido.
As mãos prenunciadas São a febre Das horas enraivecidas.
O olho inerte É o remorso Do tempo vencido.
A outra margem O rosto da correnteza cortada.
Palidez é a cor mais selvagem à mim permitida.
Morrer centenas De vezes e não Morrer sequer um dia:
Trançado de vozes Calando As pedras velozes.

Beira do Caminho

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O livro Beira do Caminho reúne poemas selecionados de 5 livros de Julio Almada. Leia a seguir, a apresentação de cada conjunto de poemas inseridos no livro:


LIVRO DOS SILÊNCIOS“Contrariando minhas premissas, este livro, surgiu de um propósito, aparentemente racional e, como um desabafo do silêncio, fluiu vertiginosamente, de sobressalto, nas contadas horas, de um só dia.”02/12/2005

Publicado em Abril de 2006, Editora Corifeu, 39 poemas sobre o silêncio nas relações.

Conheça um dos Poemas:

Brilho de uma lua
Desnuda a lua? Desnudos, estamos nós, Cobertos de alguns veludos, Tecidos longe da voz, Dos nossos, muitos sentidos.
Nudez absoluta, Despidos do que já fomos. Luz seduzida. Réstia sem crisântemos.
Nu seria bom, Achar-me, Entre os pertences, Ao qual pertenço. O imenso Que me pertence Ao desnudar-me.
Julio Almada In Livro dos silêncios






INSTANTÂNEO ENLACE


O Primeiro nome, deste livro, “pode reunir-se”, deu lugar a uma forma definitiva de chamá - lo: Instantâneo Enlace.

Poemas de diversos Tempos, Temas, Forma…

Máquina de Moer Carma

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O Poema fôlego: Máquina de Moer Carma, virou poema livro com seus 320 e tantos versos. Leia o começo, é um meio de querer ir até o fim:



Máquina de Moer Carma
Quero essa poesia morta

De orelha a orelha

Nós que não teremos

paraíso

Não quero o aviso

Insosso

De nenhum Bom Sense

Sem inocência

Que virou almoço

Ou lugar-tenente

De algum lumpem inteligentsia


Quero ao menos

A suja fossa limpa

E a sincera indecência


O sistema de moer almas

Nos quer desprovidos

De qualquer amor

À narina

Desprovidos da Arte do cheiro Ao inalar morte marinha Sugamos com desespero Fuligem e honraria
Por falta de fome e exemplo Sou ainda o mesmo homem Nome extenso pra guarida Solidão pra passatempo Comendo o momento Me empanturro de futuro E embriagado de ar Nada me dói, eu juro E mais pra dizer, diria O desuso do silêncio Há freio no amor puro E excesso de conselho Em excesso sem belo
Estátuas de sol Ex-tratos humanos A tela retina Não retém A guria dos olhos Nem o trash lixo sistema De fazer bicho Espera sua esperada faxina
Decanto descarte…

Fora de Moda

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Um bando de ovelhas negras Tosou o pastor de roupas brancas.
Não precisa de pele nem alma: Quem tem as vestes tão alvas; Quem tem as falas tão brandas;
Quem sabe por onde todos Têm o modo certo De chegar não sei onde;
Deus me livre esperar Um julgamento.
Eu que ainda não sou nem ovelha negra.
Eu que de rebanhos Quero distância, E me visto Só com a alma:
Que para viver de aparência Além do olhar maquiado, Sempre há um gasto de tempo. Quem vive muito: morre cedo.
Julio Urrutiaga Almada - Do Livro Poemas Mal_Ditos

Outra História de Calar

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“Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo?” (Fernando Pessoa)
Ela quis partir. Não foi embora de nada do que tinham de precioso, pois ela não queria chorar a ausência das bagagens. Não carregou nos lábios densos e sedentos a hora inevitável do outro beijo, que era o primeiro, feito anseio pelo segundo, desespero pelo terceiro, vertigem pelo vale povoado de beijos ciumentos, disputando sempre a preferência. Um beijo sepultou o outro e desmemoriado com ela partiu. Ela não queria perder e para isso não teve. Podemos achar o amor por ele oferecido, embrulhado em rara seda, em uma das calçadas do tempo, pisado pela dolorosa oração: “Ah, se nós tivéssemos nos conhecido em outro momento da minha vida.” Não sei dela. Partiu. Dele sei que calou. Anda correndo por um túnel de silêncio. O silêncio costuma testemunhar o enterro de dores e o combate dos desejos.
Julio Urrutiaga Almada
Est…