Wednesday, April 18, 2018

Poeta no Equador










Desde a metade do mundo: Comunico: Eu sou um escritor independente. Independente do que digam sobre o ato de escrever.

Desde a metade do mundo: Estou comprometido com a tradução do meu trabalho poético(do português ao espanhol): Comprometido com a Integração dos sentidos, vivências e significados.

Desde a metade do mundo: Peço um apoio ao meu trabalho e ofereço dois livros eletrônicos a quem puder contribuir.

Sou um Escritor Brasileiro, Latino-Americano acima de tudo, realizando o caminho percorrido faz 30 anos, vivendo no Equador e escrevendo sobre estas vivências de antes e de agora.

Deposite sua contribuição de 20,00 ou mais, na conta informada, me mande um email 
para julioalmadaescritor@gmail.com 
e enviarei os livros eletrônicos.

Os Livros(e-books) que serão enviados : 1 e 11, Arde

Um Grande Abraço

Julio Urrutiaga Almada


Conta

Banco: Caixa Econômica Federal
Conta: 00417760-8
Agência: 0217
Operação: 013




 

Heracles


















Ninguém sabe
Degustar
um segredo.

Ele tem a cara
De um Câncer.

Ele tem o cheiro
De um medo.

Eu verto silêncios
E aromas de baunilha
Nesses dias entristecidos.

Eu perambulo
Pelos endereços
Inábeis
Dos tempos felizes.

Eu sofro
De amores voláteis
Desandando
A maionese dos magos.

Flor de um asfalto retrátil
Devorador de pernas
dóceis
E sonhos contidos.

Esvoaço a vida
Se esvoaçada
Deixa-se.

Falo a verve
Descontrolada
Dos abismos.

Amo a febre
Dos meus sentidos:
Voz embargada.

Desavisado sorrio
Os dias me dilaceram
Na sorte que anunciam.

Dobro a esquina
Cruzo o rio
Sangro desaparecido.

As mãos prenunciadas
São a febre
Das horas enraivecidas.

O olho inerte
É o remorso
Do tempo vencido.

A outra margem
O rosto da correnteza
cortada.

Palidez é a cor
mais selvagem
à mim permitida.

Morrer centenas
De vezes e não
Morrer sequer um dia:

Trançado de vozes
Calando
As pedras velozes.


Julio Almada do Livro Em um mapa sem cachorros

Para Comprar o Livro 
Em um mapa sem cachorros mande um e-mail:

almadalivros@gmail.com









1 e 11

Um e onze

dizem sim

no meio céu

fiquei pregado

Eu e ao lado

teu nunca enfim

Absorto no ontem

Dos teus lábios

Transitando entre

Cirrus e nefastos

Os Amores

infestados

De pudor, azia,

Fóbicos, Fortes

Enclausurando

Olhos flamejantes

E Há braços

pouco módicos.

Enlameias meu

sim

Embaraças meu

não

Jaz na sombra

O presente

Por nós nunca

Tocado

Dias para

aniquilar

O Hoje:

Mal Passado.


Quer receber o livro em formato eletronico? 

julioalmadaescritor@gmail.com




Wednesday, February 28, 2018

Alquimia



Um poeta cozinheiro
Dado a fogueiras de hálitos
Doces
Titubeante e corriqueiro
Perdeu a vida
Não as flores
Suas mãos de luto
Perfumadas e findas
Cozerão tomate e alga
Na vertente marinha
Dando aos olhos do céu
Um mosaico de peixes suicidas.


Do Livro Hora Tenaz

Receituário





Já avisei, aviso sempre
Me matem antes da meia-noite
Se não o fazem que agüentem
Ou me parem com açoite

Se baterem pouco:
A coisa aperta.
Meu coração estanca a estaca
Bala de perto não é: a de prata.

Julio Urrutiaga Almada
Do Livro Poemas Mal_Ditos

Em Terra de Cegos




Nessa piscina cheia de ratzingers
Me banham em acido nostálgico
Furando-me olhos em indecifrável
Odor de um paraíso imaginário
De mão dadas com minhas cadeias
Os cães no olho mágico
Dividiram a fome do espelho

Para que querem saber o que
Se mantém vivo ou desperto
Se dentro da alma os ratos
Esgotam o caminho dos esgotos?


Julio Urrutiaga Almada 
Do livro De Olho:Embriagado

Saturday, February 24, 2018

Alma Andarilha










Walking Around
Sucede que me canso de ser hombre.
Sucede que entro en las sastrerías y en los cines
marchito, impenetrable, como un cisne de fieltro
Navegando en un agua de origen y ceniza.
Pablo Neruda

Há uma meia-tinta na palidez hoje:
Os saciados forjam na fonte:
O riso rasgado dos dias meio-vividos.
A cor sangra luz no asfalto vazio
E tombam os muros esmurrados há anos.

Há uma meia-tinta na palidez hoje:
E a dor para doer fala
Um idioma estranho.
Já não sei nada do que falta.
Já me falta saber tudo.

Há uma meia-tinta na palidez hoje:
Ponteiros pontuam: Eu: há semanas:
A corda desossa os barcos e reclamo:


Há uma meia-tinta na palidez hoje:

Há uma falta serena de cor
Do que foge.
Há uma falta na flor que consome.
Meus olhos. Meu sangue. Meu nome.

Há uma meia-tinta na palidez hoje:
E um amor de visita preso na garganta.
Um balde de sangue jorrando um brilho



E um homem cinza dizendo:

Há uma meia-tinta na palidez hoje.

Um poeta pregando dedos na cruz
Ao percorrer sua VIA dizendo o que sente.

Há uma meia-tinta na palidez hoje:

Um teatro de sombras;
Um Espantalho de Flores;
Um armário trancado;
Um arcabouço de raízes.


Há uma meia-tinta na palidez hoje:

Um Franco-atirador voltando para casa;
Um homem dizendo não por vez primeira;
Uma lua afogada na falta de memória;
Um Títere e seus panos de medo.

Eu que não sei ser pálido.
Eu que não sei ser cinza.
Eu que não sei ser tíbio.
Eu que não sei ser brisa.

Há uma meia-tinta na palidez hoje:
Um Grito de Loucos na noite
V a z i a

Há um susto no sol;
Há uma flama de amor
Mastigada no suor
De um sangue em bemol.

Há uma meia-tinta na palidez hoje:

Um arcado anjo
Na tempestade.
Um calar de voz suada.
Um flanco aberto às 6 da tarde.

Há uma meia-tinta na palidez hoje.
Um desdizer e um arfar.
Um precipício sem pontes.
Areia lambendo o mar:
Um voltar sem “ondes”.

Há uma meia-tinta na palidez hoje;
Há um meio-dizer no que digo que ouço;
Há um pálido tom no gostar de meu gosto.
E minha vida feita vidraça ao longe.


Julio Urrutiaga Almada In Em um Mapa sem Cachorros

Leia mais , Compre o Livro Em um Mapa sem Cachorros(3ª Edição, envie um e-mail para almadalivros@yahoo.com.br



Monday, February 19, 2018

Máquina de Moer Carma




O Poema fôlego: Máquina de Moer Carma, virou poema livro com seus 320 e tantos versos. Leia o começo, é um meio de querer ir até o fim:



Máquina de Moer Carma

Quero essa poesia morta

De orelha a orelha

Nós que não teremos

paraíso

Não quero o aviso

Insosso

De nenhum Bom Sense

Sem inocência

Que virou almoço

Ou lugar-tenente

De algum lumpem inteligentsia


Quero ao menos

A suja fossa limpa

E a sincera indecência


O sistema de moer almas

Nos quer desprovidos

De qualquer amor

À narina

Desprovidos da
Arte do cheiro
Ao inalar morte marinha
Sugamos com desespero
Fuligem e honraria

Por falta de fome e exemplo
Sou ainda o mesmo homem
Nome extenso pra guarida
Solidão pra passatempo
Comendo o momento
Me empanturro de futuro
E embriagado de ar
Nada me dói, eu juro
E mais pra dizer, diria
O desuso do silêncio
Há freio no amor puro
E excesso de conselho
Em excesso sem belo

Estátuas de sol
Ex-tratos humanos
A tela retina
Não retém
A guria dos olhos
Nem o trash lixo sistema
De fazer bicho
Espera sua esperada faxina

Decanto descartes
No teto desnudo
Do ter para ser
E do verso confuso
Sem verbo nem versão
Só esquecido
Eu grito poeta
E dos infernos
Não há notícia
A realidade
Não passa na televisão
Mundo caos caos casuístico
Mundo soda caústica
Ácido sulfídrico
Mundo imundo limpo
A ordem da tela parada
É seu enorme risco
Caos caos caótica ceninha
Carótida vertida no nervo
Ótico da mídia
Tele invasiva televisiva a
Quero tele invisível
A quero teleteletransportada
A quero extremista
No extremo lado do abismo
Bem fora da minha vista
Não façam a minha cabeça
Desfazendo a minha vista
Deixe que minha cabeça
Eu faço
No breve espaço
De minha língua
Salgada, doce, amarga, ácida
Realçada a realidade sem gosto
Sem bom gosto
Sem tostão
Sem crédito
Sem dívida
Sem antidepressivo
Sem sem sem sem sem

Caos sem solução

o poema continua, para conhecê-lo envie um e-mail para julioalmadaescritor@gmail.com





Sunday, February 18, 2018

Poema de Tigres e Tiger's Poem





  
















Poema de Tigres
"Tyger!Tyger!burning brightin the forests of the night,
What immortal hand or eyeCould frame thy fearful symmetry?"
William Blake



01

As garras são meus olhos,
Esses que eram de qualquer outro,
E na ousadia de minha madrugada
Os instalei de súbito em meu corpo.
Olhos renascidos de não morrer
Onde a morte lhes visita a gravidade.

02

Instantâneos e profundos como a saudade:
Noturna matinal arenosa e incômoda.
Lobos aves folhas e olhar de um poço,
Labirinto circular de meus passos felinos.
O tigre dos gritos do meu corpo
Arrasto e não ouvem. Desfolho
Sem saber, o intento no meu rosto.
O Meu Sorriso não tem dizer.

03

Tigres de vôos não vistos,
Não há como ver a altura do imprevisto;
Nem como fugir a fuga dos que tem sina;
Nem como ser luz do que perdeu a vista,
Sem ser brilhar e entorpecer.
Os designados nunca são inteiros
Carregam em seus passos, pés dilacerados:
As pernas e os fatos e as dores.

04

Não há destino exato para a semente no deserto.
Para implacável incerteza desperta.
Para o doer de tigres que desperto.
No tigre dói a não investida,
E assim o tempo cria em mim suas dores.

05

Se persigo veloz tudo que quero:
O fel tenho do não ter e das vontades;
Se passeio ronda a fera como fera,
A vontade que era grande me dilacera.
Sedento da fonte que não seca,
Faminto nas raízes da terra.


06

Quebro a armadilha do labirinto:
Inimigo do transitar das presas,
A prisão do desejo me encarcera.
Os gemidos solitários do secar das ervas:
São explosões inimagináveis do que se queima,
Fogo: angústia nas garras – olhos,
Captura a dor e a corrida do que vejo.

07

Não chamarei de tristes as afiadas unhas,
Nem de solitárias as vítimas da caçada.

08

Há os que praguejam seu destino.
Há os que o destino afaga e cala.
Há no círculo de luz a funda vala
Da fogueira extasiada de algo haver faltado:
Dois dias dois sábados dois olhos,
Ou a mágoa não ter evaporado,
Ou a viagem interceptada de lábios
Que queimariam a febre da fogueira.

09

Quebro nesta tarde com meu correr de tigre:
O braço da sina que me abraça.
Deixem-me por entre flores negras,
Por entre minhas não suavidades:
O tigre que sou – Só garras.
O homem que sou – Só olhos.

Julio Urrutiaga Almada, Do Livro Hora Tenaz


-------------------------------------------------------------------------

English Version

Tiger’s Poem
01
The claws are my eyes,
Those which have been of any other,
And in the boldness of my dawn
Were installed suddenly on my body.
Eyes reborn out of not dying
Where death visits them severely.
02
Instant and deep as longing:
Nightly morning, sandy and uncomfortable.
Wolves leaves birds and the look from a well,
Circular maze of my feline’s steps.
The tiger of my body's shouts
I drag and I am not heard. I defoliate
Without knowing the intent on my face.
My smile has never got a say.
03
Tigers from unseen flights,
There is no way to see the height of the unexpected;
Nor getting away from the escape of those who have fate;
Nor being light to those who have lost sight
Without being shining and numbing
The fated ones are never intact
Carrying on their footsteps torn feet:
The legs and the facts and the pains.

04
There is no exact destination for the seed in the desert.
For relentless uncertainty arouses.
For the hurt of tigers' awakening.
In the tiger hurts the unrealized onset,
And therefore the time rises its pains in me.
05
If I chase fast all I want:
I have the gall of not having and of the wills;
If a walk walks around the beast as a beast,
The will that was great tears me apart.
Thirsty for the fountain that does not dry,
Hungry in the roots of the earth.
06
I break the trap of the labyrinth:
The enemy of preys' transit,
The prison of desire imprisons me.
The lonely moans of the drying of the herbs:
Unimaginable explosions of what it is burnt,
Fire: anguish in the claws - eyes,
The capture of the pain and the rush of what I see.
07
I will not call sad and sharp the nails,
Neither solitary the victims of the hunt.
08
There are those who curse their fate.
There are those whose destiny strokes them and silences.
In the circle of light there are deep fences
Of the fire ecstatic to have seen something missing:
Two days two Saturdays two eyes,
Or the hurt of not having evaporated,
Or the intercepted trip of lips
Which would have burnt the fever of the fire
09
I break this afternoon with my tiger run:
The arm of doom that embraces me.
Let me be among black flowers
Not through my gentleness:
The tiger I am - just claws.
The man I am - just eyes


Tradução de Samantha Beduschi e Julio Urrutiaga Almada

----------------------------------------------

Livros à venda pelo e-mail: julioalmadaescritor@gmail.com


















Suspiro

Amei tua pele e teu talvez
Amei tua dor e loucura
Senti o ardor da tua tez
Ao mentir tua jura

Julio Almada

Monday, February 12, 2018




passion

when your love
pierce my body
and mute  my voice

I'll be shipwrecked here
this voracious moment
All your pores in me.

like a storm:
Undoing two bodies
On the high seas!
Julio Urrutiaga Almada - 2014




Paixão

Quando teu amor
Transpasse meu corpo
E emudeça minha voz.

Estarei eu aqui náufrago
Desse instante voraz
Todos teus poros em mim.

Como tempestade:
Desfazendo dois corpos
Em alto-mar!


Julio Urrutiaga Almada – 1997 – Livro Instantâneo Enlace

Sunday, February 11, 2018

Soprinho



Eu flerto com a morte
A vida é um
desdém
de tanto esperar
a sorte
muitas vezes
me atrasei.

O tempo pensa
deter-me
e eu nem sei
quanto me resta
ainda
de tudo
que já deixei.

Do Livro O amor é um precipício do cão

Poemas Reclamados

Loading...