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Em um Mapa sem Cachorros

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Em um dia fúnebre Antes da hora Do Mês dito Agosto O prato do pranto Foi a flor que chora Frio e nunca no ponto O meu verso é dessa Forma: fugidio inexato O sangue não é lágrima Mas bóia no mesmo prato E eu de mim tudo perdi Ao olhar inconformado Os dias no calendário Rasgados e putrefatos Para dizer do tempo: venci E nunca de fato Ter o tempo segurado Umas vezes ele me prendia Nas outras me degolava E o sangue doce foi Uma mesa vazia De esperar e embaraço Tudo o que eu antes dizia Hoje me olha estupefato Frangalhos meu sonho inútil Outroras meus simulacros Nem fingir mais eu sei De tanto que me zombaram E se o verso me verte algo Me exaspera ser: enfático Sou a metade do caminho De um fim que nunca sabe A que veio aonde termina se depois de tanta armadilha Compensa todo vil pedaço.

Julio Almada In Em Um Mapa Sem Cachorros

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