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Showing posts from January, 2012
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Si hagués quedat
En la meva empremta de sang:
Qualsevol dels rius
Dels teus tendres mirades.
El vermell pelegrí, de les meves venes,
Roses dolços i petites
Hauria sembrat.
Avui són aquells vermells viatgers:
Dos embogits barrets
De saliva i foc cremat.

Del Libro Arde de Julio Urrutiaga Almada
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Um Chapéu para o Crepúsculo
“Mas o que vou dizer da Poesia? O que vou dizer destas nuvens, deste céu?olhar,olhar,olhá-las, olhá-lo, e nada mais.Compreenderás que um poeta não pode dizer nada da poesia. Isso fica para os críticos e professores. Mas nem Tu, nem eu, nem poeta algum sabemos o que é a poesia.” Federico Garcia Lorca
Antônio ou Bernardo ou Miguel. Não lembro seu nome. Ele escrevia um poema há 30 anos e, não o havia terminado. Faltava a percepção particular do momento secreto em que a madrugada, desnuda e com ousadia, pretende se vestir de amanhecer. Os amigos o chamavam de caçador de crepúsculos. Outros de maluco, mesmo. Assim, quinta para sexta ou sexta para sábado, ou desde qualquer madrugada, suspeita de tresloucadamente, converter-se em amanhecer, podíamos ver Antônio ou Bernardo ou João- já disse que não lembro o nome dele – entretido em conversas várias, menos sobre amanheceres ou fracas luminosidades, pois os seus amigos eram loucos de outra categoria. Enquanto esperava a…