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Showing posts from February, 2011
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Franco-atirador


Dor descascada é conto inútil:
Desandou meu olho nu, há três dias.
Minhas mãos tremulam sua falta de ossos.
Ana ou Ela escapou pela fenda da sombra.

Nem todo que fala nomeia.
Nem todo que mente esquece.

O oculto é um fel de segundos
E a solidão me anoitece.
Desdizer os fez imundos
Verto água nessas falhas.

Dedo certeiro: minha língua ferina.
E o dia a dia : um açoite
De tempo: desfeito faz tempo.

Quem é o alvo do meu segredo?
Quem é a flama de mim?
Morro de novo e é cedo
Volto de novo :não é o fim.


Teu destino um assoalho brilhoso
Um espelho de vozes fingidas.
E o meu: abismo assombroso,
De raízes e espadas antigas.

Nesses tempos a dor é
Nossa única trincheira
O olho no olho, a fé
Um disparo de vida inteira.

Julio Almada



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Nenhum Trem



Os trilhos, vindos de promessas cumpridas ou decepções, cortavam o interior do país, com histórias para todos os gostos e desgostos e, invadiam a vista dos transeuntes com seu estar urbano, para presenciar como se traga a vida, nas cidades, sem se sorver seu sumo.

Julio Almada do Livro caderno de Ontem
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Quero uma TV de LSD

O juízo final está com tempo contado, mas demorou muito e não sei entender a crise mundial.O que me plasma o coração, é saber que devo ver algo diferente que com frequÊncia me mostram as estaiticas mantidas pela audiência.A riqueza sofre sua asfixia, porque diariamente, para manter cada coisa em seu lugar, o que se produz,tarda a ver sua florescência.

Julio Almada In De Olho: Embriagado