Thursday, February 18, 2010








Como somos




Infecundo nó, ou será fecundo, nas entranhas,

Da terra fascinante, presa a nós?

Corrente medula e somos sós,

Milhões de sóis pequenos esfriando.



A praia que farol longínquo

De asas arenosas, erguidas.

Verdes, são os olhos, que busco,

Nesse mar de asas arenosas.



A praia que lua transposta

Fonte de surpresas inacessíveis.

Águas ,crateras inexistentes, dos risos,

Na distância, de suspiros intransponíveis.



A praia que verso carrasco.

Areias emigram, assim quero

O mar , que deposite, os secretos

Mistérios, nos olhos que trago.

1986



Julio Almada do Livro Instantâneo Enlace

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