Fábula


Amor, hoje era o dia da nebulosa
Névoa dos meus olhos, falsa rédea,
Do ver e não ver, brisa brilhosa
Limbo do amargo desdizer e sorrir

Amor, hoje cortei-me de azulejos e vidraças
E fui feliz, distraído, enquanto a dor acenava
Amora amarga o riso para mim negado
No amor amorfo de nenhum entusiasmo

Amor, hoje o silêncio era a garganta da Gritaria
Os olhos cedidos no dia em que nasci, arenosos
Senti amor,amor e a busca na tarde esvaindo
O pulsar descontente do sangue que me fervia.

Julio Almada

Comments

Meméia said…
Poeta querido, como sabe que já vivi tudo isso...tão real que parecia Fábula mesmo...rs. Adorei. Beijos

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