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Súplica

Me ames.
Farias
o inevitável
se o amor ponderado
não fosse
o imponderável
se o amor
não fosse
o temporário
se o impossível
não fosse
o necessário
se meu sempre
não fosse
o embora.


Julio Almada, Do livro Poemas Mal_Ditos
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Esperança

Que mundo de sombras este,
Onde a penumbra
Nos cobra favores.
Onde o anônimo
Nos traz dissabores.
Onde quem cala,
Nos fere com a alma,
Não comprometida.
E que depois de tanto, porém,
Sempre há o modo certo
De calar as cicatrizes.

Julio Almada, Instantâneo Enlace
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As viagens tornaram-se perdidas


As viagens, tornaram-se perdidas.
Olhos selvagens: Os rios absolutos.
Perdidas almas, espiando, são viagens.
Janelas da alma, os olhos que
de selvagens, preservam sua natureza,
famintos , aguardando olhares longínquos.
Viajantes, os rios choram,
Preservadas almas, cansadas de chorar.
Declamando, a concisão da alma,
Os olhos, rios formam,
Lágrimas, no diamante de um olhar.

Julio Almada do Livro Instantâneo Enlace
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Em um Mapa sem Cachorros

Em um dia fúnebre
Antes da hora
Do Mês dito Agosto
O prato do pranto
Foi a flor que chora
Frio e nunca no ponto
O meu verso é dessa
Forma: fugidio inexato
O sangue não é lágrima
Mas bóia no mesmo prato
E eu de mim tudo perdi
Ao olhar inconformado
Os dias no calendário
Rasgados e putrefatos
Para dizer do tempo: venci
E nunca de fato
Ter o tempo segurado
Umas vezes ele me prendia
Nas outras me degolava
E o sangue doce foi
Uma mesa vazia
De esperar e embaraço
Tudo o que eu antes dizia
Hoje me olha estupefato
Frangalhos meu sonho inútil
Outroras meus simulacros
Nem fingir mais eu sei
De tanto que me zombaram
E se o verso me verte algo
Me exaspera ser: enfático
Sou a metade do caminho
De um fim que nunca sabe
A que veio aonde termina
se depois de tanta armadilha
Compensa todo vil pedaço.

Julio Almada