Monday, March 16, 2009

















Porão

Eu desci dos telhados.
Saí do olho roxo
Das embarcações naufragadas.
Auréola de um sinistro desenho:
Eu e minha sombra
De mãos dadas.
Hora inerte no
algodão inflamado.
Triste coluna de si mesmo:
Um beijo doce
No flanco amargo.

Julio Almada,Hora Tenaz

1 comment:

Mainieri@dmae.prefpoa.com.br said...

Júlio, esta foto desfocada e em tons quentes casou bem com o Largo da Ordem.
Junta-se a isto o poema, revelando a rebeldia, a inconformidade de um mundo que se constrói à noite, mas que os primeiros raios de sol teimam em obscurecer...

Abração.

Ricardo Mainieri

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