POEMA PARA SER BREVE

Amor nunca é veloz
de forma alguma.

É feito de escombros lentos,

forjados inteiros de uma ranhura.

Profundo em rasos tempos,

é tudo: em pouca textura.

Corte na cicatriz vindoura

seca a água que nos sacia.

E quando o olho dilacerado vê

as ruínas já sao outras coisas:

Uma flor que nao disse primavera;

Um céu onde se pousa;

braços ruidosos como laços;

olhos com a pele de uma lâmpada;

O que era eu: um adeus breve.

O que eras tu: nova mariposa.


Julio Almada

Comments

Maria Regina said…
Adorei seu poema e seu trabalho. Muita sensibilidade e talento de sobra!
Um abraço

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